quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Que é um carro sem combustivel?

O vento passa por mim
Sinto-me parte de tudo
Sinto cada detalhe em mim
Sinto tudo ao mais ínfimo pormenor
Cada músculo que se contrai
Eu sinto
Cada pingo de chuva
Eu sinto

Nado num mar de sensações
Sinto tudo
Mas tudo o que sinto
Neste exacto momento
Faz-me interrogar
Porque não o sinto sempre?
Se o que estou a sentir é toda a realidade(?)
Então vivo o quotidiano
Sem sentir praticamente nada
À anos
Sem sentir quase nada
Mas...
Sinto tudo ... ocasionalmente
Tudo o que deveria sentir
Sempre

Quero ser autónomo
Aprender a ter o poder
De conseguir sentir tudo
Sem a minha cura
Para esta minha doença
Que é esta cegueira onde vivo todos os dias
Quero ver sem os meus óculos!

Tudo virou fumo

Acelerado , Parado
A Voar
Sobre a minha mente
Fora do corpo
Completamente
Durante uma hora

Em câmara lenta
Sinto todos os meus pedaços
Tudo está ligado
Viajo por todo o lado
Sem sair do mesmo lugar
Apenas a imaginar , a mente
Poderosa é a mente
Mente durante uma hora

Sou feliz
Sou infeliz
Eufórico
Em coma profundo
Vivo uma vida em apenas uma hora

Sou pintor
Cantor, escritor
Guitarrista , baterista
Capitalista , socialista
Vou aos dois lados
Passo pelo meio
Em uma hora

Imbecil , Sobre dotado
Rápido como uma bala
Sinto-me Deus
Tudo me dá prazer
Durante uma hora

Sou tudo o que quiser
Durante uma hora
Sou livre do meu corpo
E vivo na minha mente
Construo o meu mundo durante uma hora

sábado, 15 de novembro de 2008

?

Momento de ruptura
Pensamentos sem nexo
Tudo isto é demasiado complexo
A solidão
Mesmo acompanhado a sinto
Só quando completo estou
Ela parece desvanecer
Mas com ela estou sempre completo
Com ela não a sinto

Esta orgia de sensações
Leva-me a cair para baixo
A erguer-me do chão
Feliz e restaurado
Compreendido
Incompreendido
Sozinho
Acompanhado
Sempre eu
Mas quem sou eu?
Perdido , talvez
Nada faz sentido
Apenas eu
Sempre , Sempre , Sempre
Eu
Tudo está baralhado
O barulho do silêncio perturba-me
Não consigo pensar
Não preciso de pensar
O frio faz-me sentir
Que pertenço
Ao quê?
Não sei , não preciso de saber
Quanto menos souber mais feliz serei
A ignorância é magnifica
Quem me dera estar repleto dela
Será que não estou ?
Sou demasiado ignorante para o saber
Estou feliz.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Café

Sento-me
Abstraio-me de mim
Observo os pombos
Identifico-me com eles
Que fazemos nós se não lutar pela sobrevivência?
Lutar por comida
Lutar por um abrigo
Lutar por uma vida melhor
Se falhamos
Adaptamo-nos , mudamo-nos
Apesar de sabermos que um dia tudo se esvanece
Continuamos
Não paramos de viver.

Anonimato

Escrevo sem nome
Sem idade , sem género , sem raça
Livre de preconceitos... Sigo

Não quero um nome
Não quero que me conheçam por uma etiqueta
Conheçam-me pelos meus pensamentos
Conheçam-me pelos meus sonhos
Conheçam-me pelo que sinto

O que sou ?
Apenas um humano
Que conduz por cada dia tão efémero como o próximo
Sem saber quando chegará ao final da estrada

Para que precisam do meu nome (?)
Se o seu destino é uma lápide
E o esquecimento
Sem ninguém para o lembrar
Ninguém para o chorar
Enquanto os pensamentos
Esses são eternos
Pedaços de nós imortais

Por isso escrevo sem nome
Escrevo em nome dos meus pensamentos
Em nome do meu verdadeiro eu
Sem vos possibilitar terem demagogias ou preconceitos
Lerão pedaços escritos pelo vazio
'Que toda a nossa vida que uma incógnita infinita
Tal como o vazio o é.